Nos Estados
Unidos em tempos passados, outros fizeram sacrifícios
tremendos para ingressar nessa profissão singular que
coloca a Força antes do indivíduo. O Ten Gen Benjamin O.
Davis, Jr., sofreu cerca de 4 anos de brutal isolamento em
West Point por causa do preconceito dos cadetes contra os
afro-americanos. Mas ele perseverou e obteve sua patente.
Ao ingressar no
serviço ativo, enfrentou diversas formas de preconceito,
mas a oportunidade de servir seu país não lhe seria negada.
Buscou com denodo a oportunidade de voar e chefiou o
núcleo inicial dos Tuskegee Airmen no treinamento de vôo,
em 1941. Em seguida, comandou o primeiro esquadrão de caça
dos Estados Unidos em combate na Segunda Guerra Mundial
inteiramente composto por negros, ajudando a provar o
quanto eram falsos os mitos da incapacidade dos negros
para voar e combater.
Depois disso, o
General Davis liderou o primeiro grupo de caça
inteiramente composto por negros na Europa, distinguindo-se
grandemente. Seu 332º Grupo de Caça não perdeu um único
bombardeiro em 200 missões de escolta. O Grupo recebeu,
além disso, uma Citação de Unidade Emérita por uma missão
de escolta a Berlim, de 1600 milhas, que resultou na
derrubada de 3 jatos Me-262, em março de 1945.
Em última
análise, o General Davis teve uma longa e ilustre carreira
militar durante a qual desempenhou um papel central na
integração bem sucedida dos afro-americanos na Força Aérea
norte-americana. Podemos aprender muito com sua
perseverança extraordinária e com sua disposição de
subordinar os interesses pessoais ao serviço de seu país,
mesmo nas circunstâncias mais adversas.
Para entendermos
essa questão devemos recorrer a sociologia e estudar mais
afundo a formação dos Estados Unidos no contexto
geográfico e político. A sociologia explica que uma
minoria é uma categoria de indivíduos que se distinguem de
algumas maneira da população geral, da qual são apenas uma
pequena parcela. Os membros de minorias raciais ou étnicas
são freqüentemente impedidos de participar ampla e
igualitariamente na sociedade - no nosso caso o General
Davis, norte-americano, membro de uma minoria no espaço
que se encontrava. Do outro lado, o grupo dominante pode
vir a encarar essa minoria como uma ameaça à sua posição
de superioridade econômica e autoridade. Ao mesmo tempo os
membros da minoria podem sentir que barreiras estão sendo
colocadas em seu caminho para que não possam ascender de
status social e melhorar seu padrão de vida. Ambos os
grupos se ressentem da competição entre eles por empregos
e outras vantagens econômicas e sociais.
Na realidade os
EUA são uma sociedade composta por dúzias de diferentes
tipos de minorias, algumas das quais se distinguem por sua
raça e etnia, outras por sua origem política, ocupacional
ou econômica.
Essa sociedade
diversificada, rica e ativa fez surge o racismo e o
preconceito. O racismo, justificado pelo grupo dominante
pela suposição de que os membros das minorias são
mentalmente inferiores e não podem responder por si
próprios, nem dar alguma contribuição significativa para a
sociedade. Já o preconceito refere-se a uma atitude ou
sentimento que uma pessoa tem em relação aos membros de
uma minoria. O preconceito significa prejulgar e ao
faze-lo uma pessoa está fazendo suposição sobre um membro
de uma minoria, antes de ter a oportunidade de conhecer a
pessoa.
No sul dos EUA,
antes da Guerra Civil, praticamente todos os negros eram
escravos. O senhor de escravos, que acreditava que os
negros eram incapazes de responder por si próprios, tinha
uma atitude preconceituosa, que se tornava aparente nos
padrões de discriminação (trabalho forçado, segregação,
inexistência do direito de voto etc.), a que os negros
eram submetidos.
O problema
enfrentado pelo General Davis nas Forças Armadas pode ser
explicado se olharmos a história dos Estados Unidos no
século XIX. A sua formação territorial com a famosa "Marcha
para o Oeste" significou a incorporação de territórios o
que gerou conflitos regionais e individuais logo no início
da formação dos EUA.
Podemos começar
pelos milhões de índios que, apesar da resistência heróica
foram exterminados durante a "marcha para o Oeste ".
"Quero que todos
saibam que não estou disposto a vender parte alguma de
minha terra, nem quero os brancos cortando nossas árvores..."
Touro Sentado,
guerreiro Sioux
Onde podia-se
comprar, comprou-se: a aquisição da Luisiania foi feita
com Napoleão Bonaparte em (1803), a Flórida em (1819),
Oregon da Inglaterra e Alasca à Rússia em (1867). A Guerra
com o México em (1846-1848) consolidou o processo de
expansão. A causa da guerra foi a revolta de colonos
norte-americanos instalados no Texas. Os mexicanos
reagiram. Os Estados Unidos entraram na guerra lutando ao
lado dos texanos. O México foi derrotado, os mexicanos
reconheceram a perda do Texas e cederam o Novo México,
Califórnia, Nevada, Utah e Arizona de acordo com o Tratado
de Guadalupe-Hidalgo. Assim estava completado o
expancionismo.
Surge a
Abolição
A questão da
abolição da escravatura dividia nortistas e sulistas. A
eleição, em 1860, de Abraham Lincoln, apoiado pelo Norte,
levam os estados escravistas do Sul a se separarem da
União, formando uma Confederação. A princípio, pode
parecer que os estados sulistas só se separaram porque
Lincoln prometera, durante sua campanha, abolir a
escravidão, porém a questão das tarifas foi bastante
significativa. As tarifas protecionistas interessavam à
burguesia industrial do Norte, mas prejudicavam os
latifundiários do Sul. Estes teriam que pagar mais pelos
produtos industrializados importados da Europa.
Lincoln tentou
evitar a guerra garantindo aos sulistas que não proibiria
a escravidão nos estados onde ela ainda não fosse ilegal.
Mesmo assim, no dia 20 de dezembro de 1860, a Carolina do
Sul decidiu afastar-se da União. Mississippi, Flórida,
Alabama, Geórgia, Luisiana e Texas seguiram o exemplo.
Estava formado os Estados Confederados da América, com
capital em Richmond, na Virgínia. Jefferson Davis foi
eleito Presidente da Confederação.
O conflito era
inevitável. "Tinha que haver uma luta. Talvez não fosse
necessária uma guerra muito longa, que matasse muita gente,
mas o desacordo e os ressentimentos tinham que vir. O país
se chamava Estados Unidos, mas só no nome, não na
realidade. Os estados do Sul e os do Norte trabalhavam de
maneira diferente, pensavam diferente, viviam diferente.
No Norte havia a lavoura em pequena escala, o transporte
por navios, as manufaturas que cresciam, tudo produzido
pelo trabalho do branco; no Sul havia a monocultura, com o
trabalho do negro.
As duas divisões,
tão diversas em sua maneira de viver, tinham que se
separar. O comerciante, industrial ou banqueiro do Norte,
ganhando força nova com a Revolução Industrial, tinha que
se haver com as classes proprietárias de terras do Sul.
Essa luta se arrastou durante 60 anos, e finalmente
eclodiu com a Guerra Civil. As duas partes discutiam
porque o que era bom para o Norte industrializado não era
bom para o Sul agrícola, e vice-versa (...)
Depois, havia
também outra questão, sobre a qual os dois lados não
concordavam. Os habitantes do Oeste, estamos lembrados,
estavam sempre clamando por estradas boas ou canais, que
fossem construídos a expensas do governo. Essa idéia era
aceita pelos fabricantes e comerciantes do Norte, porque
eles queriam vender mercadorias ao Oeste.
O que poderia
ser melhor que estradas ou canais bem construídos, pelos
quais pudessem ser carreados os produtos alimentícios para
o Leste, para serem trocados com os artigos manufaturados?
O Norte defendia as estradas construídas pelo governo. O
Sul, não.
O comércio entre
os estados, no Sul, era muito pequeno. O Sul não tinha que
procurar mercado no Oeste; não tinha mercadorias
manufaturadas para mandar da costa para o Mississipi. Para
os sulistas, a melhor rota para o comércio, e a mais
natural também, era o Mississipi, ou a rota que passava
através de Nova Orleans, porto sulino. Portanto, o Sul era
contra essa história de gastar o dinheiro do governo para
construir estradas ligando o Leste e o Oeste.
Já que os
sulistas não viam necessidade de tais melhorias internas,
logo descobriram que a Constituição não delegava poderes
ao governo para gastar o dinheiro desta maneira. O Norte,
naturalmente, descobriu que, na mesma Constituição, o
governo tinha esses poderes. As diferenças entre o Sul
plantador de algodão e o Norte manufatureiro estavam cada
vez maiores."
A Guerra civil
começava a transformar o volume de recursos nacionais que
os americanos dedicavam aos objetivos militares. Como a
liderança de ambos os lados estava disposta a lutar até o
fim, e como ambos os lados podiam convocar centenas de
milhares de homens, a guerra ameaçava ser prolongada.
Essa
possibilidade era ainda mais intensificada pelas grandes
distancias existentes, com a "frente" indo do litoral da
Virgínia até o Mississippi, e ainda mais para oeste, até o
Missouri e Arkansas - área em grande parte coberta de
florestas, cadeias de montanhas e pântanos. Da mesma
forma, o bloqueio naval do Norte aos portos inimigos
impunha o patrulhamento de um litoral tão extenso quanto o
que vai de Hamburgo a Gênova. Esmagar o sul, em outras
palavras, seria uma tarefa logística e militar
extremamente difícil, em especial para um povo que
mantinha as suas forças armadas num mínimo e não tinha
experiência de uma guerra em grande escala.
Embora os quatro
anos de conflito tivessem sido esgotantes e terrivelmente
sangrentos - a União perdeu cerca de 360 mil homens e a
Confederação, 258 mil - catalisaram, porém, o latente
poderio nacional dos Estados Unidos, transformando-os (pelo
menos por algum tempo) na maior nação militar da terra,
antes de sua desmobilização depois de 1865.
Após um começo
amadorístico, as forças armadas dos dois lados
transformaram-se em maciços exércitos de soldados
recrutados, empregando artilharia e armas pequenas
modernas, desgastando-se na guerra de sitio do norte da
Virgínia, ou sendo transportada em massa pelas ferrovias
para os teatros de operações no oeste, comunicando-se pelo
telégrafo com os quartéis-generais e valendo-se dos
recursos da mobilização de uma economia de guerra; as
campanhas navais, além disso, testemunharam o uso, pela
primeira vez, dos encouraçados, das torres rotativas, dos
primeiros torpedos e minas, e de rápidos barcos corsários
a vapor.
Como esse
conflito - muito mais do que a luta na Criméia ou as
guerras de unificação da Prússia - pode ser considerado
como a primeira "guerra total" industrializada, precursora
das guerras do século XX, vale a pena analisar a razão da
vitória do Norte.
A primeira e
mais óbvia delas - supondo-se igualdade de disposição de
ambos os lados - foi a desproporção dos recursos e
população. Pode ser verdade que o Sul tinha a vantagem da
motivação de lutar pela sua própria existência e (em geral)
em seu próprio solo; de poder convocar uma proporção mais
alta de homens brancos que sabiam montar e manejar armas
de fogo; de ter generais decididos e de boa qualidade e
de, por muito tempo, poder importar munições e outros
abastecimentos para compensar suas deficiências de
material. Nada disso, porém, podia contrabalançar
plenamente o grande desequilíbrio numérico entre o Norte e
o Sul.
Enquanto o
primeiro tinha uma população de aproximadamente 20 milhões
de brancos, a Confederação contava apenas com 6 milhões. E
o que é mais, o total da União era aumentado
constantemente por imigrantes (mais de 800 mil chegaram
entre 1861 e 1865) e pela decisão, tomada em 1862, de
recrutar soldados negros - o que foi evitado pelo Sul,
previsivelmente, até os últimos meses da guerra.
Em torno de 2
milhões de homens serviram no exército da União, que
atingiu sua força máxima de cerca de 1 milhão de soldados
em 1864-1865, ao passo que apenas cerca de 900 mil homens
lutaram no exército confederado, cuja força máxima não
chegou a ultrapassar 464.500 homens, em qualquer momento -
e desse ponto, alcançado em fins de 1863, ela declinou
lentamente.
Mas havia na
guerra, como sempre, mais do que apenas números. Até mesmo
para formar um exército dessas proporções o sul teve de
correr o risco de retirar um número demasiado grande de
braços da agricultura, das minas e fundições, debilitando
com isso sua capacidade, já questionável, de suportar uma
luta demorada. Desde o começo, na verdade, os confederados
viram-se em desvantagem econômica. Em 1860 o Norte tinha
110 mil estabelecimentos industriais e o Sul, apenas 18
mil (e muitos dependiam do conhecimento técnico e dos
trabalhadores especializados do Norte); a confederação
produziu apenas 36.700 toneladas de ferro-gusa, ao passo
que o total da Pensilvânia sozinha foi de 580 mil
toneladas. O estado de Nova York fabricou quase 400
milhões de dólares em mercadorias - bem mais de quatro
vezes a produção de Virgínia, Alabama, Louisiana e
Mississippi em conjunto. Essa espantosa disparidade da
base econômica entre os beligerantes transformou-se aos
poucos numa real supremacia militar.
Enquanto o sul,
por exemplo, podia fabricar poucos fuzis (principalmente
com a maquinaria capturada em Harper's Ferry) e dependia
muito de importações, o Norte ampliava maciçamente a sua
fabricação e produziu quase 1,7 milhão de unidades. O
sistema ferroviário do Norte (cerca de 33 mil quilômetros
de extensão, estendendo-se do leste para sudoeste) pôde
ser mantido, e até mesmo ampliado, durante a guerra; os
apenas 14 mil quilômetros do sul e um estoque inadequado
de locomotivas e material rolante foram gradualmente
desgastados. Da mesma forma, embora nenhum dos dois lados
tivesse uma marinha ao inicio do conflito, o sul sofria a
desvantagem de não dispor de um parque industrial capaz de
fabricar motores marítimos, ao passo que o Norte tinha
várias dezenas desses estabelecimentos.
Embora fosse
necessário algum tempo para que a supremacia marítima da
União se fizesse sentir - durante esse período os
furadores do bloqueio levaram munições fabricadas na
Europa para o exército confederado, e os barcos corsários
sulistas impuseram pesadas perdas à marinha mercante do
Norte - a rede fechou-se lenta e inexoravelmente em tomo
dos portos sulistas.
Em dezembro de
1864, a marinha da União totalizava cerca de 671 navios
de guerra, inclusive 236 navios a vapor construídos desde
a deflagração das hostilidades. O poderio marítimo do
Norte também foi vital para assegurar às suas forças
armadas o controle dos grandes rios, em especial na região
do Mississippi-Tennessee: foi o uso combinado do
transporte ferroviário e aquático que ajudou as ofensivas
da União no teatro de operações do oeste.
Finalmente, os
confederados viram-se na impossibilidade de custear a
guerra. Sua principal renda em tempos de paz vinha da
exportação de algodão; quando esta parou e quando - para
decepção do sul - as potências européias não intervieram
na luta, não havia como compensar essa perda. Havia poucos
bancos no sul, e pouco capital líquido; a tributação da
terra e dos escravos pouca receita proporcionava quando a
produtividade de ambos estava sendo duramente atingida
pela guerra.
Os empréstimos
levantados no exterior pouco representaram, e não obstante,
sem divisas estrangeiras ou sem mercadorias era difícil
custear as importações vitais. O tesouro confederado
voltou-se para as máquinas impressoras, o que talvez fosse
inevitável, mas "o volume excessivo de papel-moeda,
combinado com séria escassez de mercadorias, criaram a
inflação galopante - que, por sua vez, desfechou um golpe
severo na disposição popular de seguir lutando.
Em contraste, o
Norte sempre pôde levantar dinheiro suficiente, pela
tributação e pelo empréstimo, para custear o conflito; e
sua impressão das "verdinhas", ou papel-moeda, de certa
maneira estimulou o maior crescimento industrial e
econômico. De maneira impressionante, a produtividade da
União voltou a crescer novamente durante a guerra, não só
em munições, abertura de ferrovias e construção de navios
encouraçados, mas também na agricultura.
Ao final da
guerra, os soldados do Norte eram provavelmente melhor
alimentados e abastecidos do que os de qualquer outro
exército, em toda a história. Se houve uma abordagem
particularmente americana do conflito militar - um "modo
de guerra" americano, para usarmos a frase do professor
Weigley - ela deve ter sido forjada ali, na mobilização da
União e no emprego de um potencial industrial-tecno1ógico
para esmagar o inimigo.
Se o que
dissemos acima parece uma explicação demasiado
determinista para o resultado de um conflito que
aparentemente oscilou durante quatro anos, então valerá a
pena ressaltar o problema estratégico fundamental
enfrentado pelo sul. Tendo em vista o desequilíbrio de
tamanho e população, não havia como ele pudesse vencer o
Norte; o melhor que podia conseguir era desgastar os
exércitos e a vontade dos inimigos, para que este
abandonasse sua política de força e aceitasse as
pretensões do sul (à escravidão, ou à separação, ou a
ambas).
Essa estratégia
teria sido muito ajudada se estados fronteiriços como
Maryland e Kentucky tivessem apoiado unanimemente a
Confederação, o que não aconteceu; e teria sido ajudada, e
muitíssimo, se uma potência estrangeira, como a
Grã-Bretanha, tivesse intervindo - admitir tal
possibilidade, porém, era uma interpretação terrivelmente
errônea das prioridades políticas britânicas em princípios
da década de 1860. Com a exclusão dessas duas
possibilidades de fazer pender o equilíbrio militar geral
em favor do sul, restava aos confederados apenas a
estratégia de resistir às pressões da União e esperar que
uma maioria dos nortistas se cansasse da guerra.
Mas isso
significava, inevitavelmente, um conflito prolongado - e
quanto mais prolongado, mais a União podia mobilizar seus
maiores recursos, intensificar sua produção de munições,
fabricar centenas de navios de guerra e apertar
inexoravelmente o sul, com o bloqueio naval, com uma
incessante pressão militar no nome da Virgínia, com uma
campanha de longo alcance no oeste e pelas devastadoras
incursões de Sherman em territórios inimigos. Com o
desgaste da economia, do moral e das forças combatentes do
sul - em princípios de 1865 ele dispunha de apenas 155 mil
homens na linha de frente - a rendição era a única opção
realista que lhe restava.
Conseqüências
da Guerra
"Mais de 620
mil pessoas foram mortas durante a guerra civil. Destas,
apenas 200.000 morreram em combate; as outras foram
vitimas dos bombardeios ou das epidemias...
O Sul e suas
grandes plantações de algodão ficaram em ruínas. Segundo o
General nortista Sheridan, "se um urubu voasse do vale de
Shenandoah até Harpers Ferry, teria que levar o seu almoço".
Isso permitiu o crescimento do cultivo de algodão em
outros países, inclusive no Norte do Brasil. E o comando
político dos Estados Unidos passou, definitivamente, para
as mãos dos industriais do Norte.
A escravidão dos
negros também acabou junta com a guerra, com a aprovação
pelo Congresso da 13ª emenda à Constituição
norte-americana, que declarou ilegal a escravidão.
Mas a
discriminação racial não desapareceu de imediato. No Sul,
por exemplo, alguns extremistas confederados criaram, após
a guerra, a organização racista Ku Klux Klan, que até hoje
defende a superioridade dos brancos. Na verdade, ainda
seria necessário um século para que as leis
norte-americanas garantissem direitos iguais aos negros,
em todo o país ".
Portanto, é da
história que aparecem os motivos que explicam porque o
General Davis sofreu discriminação e preconceitos dentro
das Forças Armadas dos EUA. Existe a atuação de grupos
dominantes que estão usando vários meios para impedir que
as minorias participem igual e livremente no que a
sociedade tem a oferecer. Para isso usam de alguns métodos
e processos de discriminação que merecem destaque:
Aniquilamento
Durante a
Segunda Guerra Mundial, os nazistas envolveram-se numa
campanha para matar todos que eram por eles considerados
inferiores. Este programa de aniquilação denominado de "solução
final" resultou na morte de seis milhões de pessoas.
Outro caso é o
de Idi Amin, o ditador de Uganda, que fomentou um programa
de aniquilação de todos os indianos que viviam no país.
O aniquilamento
é um processo pelo qual os membros de uma minoria são
deliberadamente assassinados pelo grupo dominante,
processo que denomina-se genocídio. Ao contrário da
Segunda Guerra Mundial, onde o genocídio atingia
proporções continentais hoje temos um mesmo genocídio mas
de escala menor, de uma forma mais lenta mas que gera o
mesmo denominador comum de outrora.
Expulsão
Ocorre quando
uma minoria é expulsa de aéreas geográficas desejadas,
forçando essas minorias a viver em aéreas desfavoráveis.
Durante a colonização da fronteira oeste norte-americana,
tribos inteiras de índios foram expulsas de suas terras e
forçadas a viver no que agora denominamos de reversas
indígenas.
Segregação
Apesar de a
legislação e as decisões da Suprema Corte terem imposto "Limites
legais" para a prática da segregação nos Estados Unidos, o
fato é que ela ainda existe. Pode-se identificar
claramente as zonas residenciais, escolas, hospitais e as
igrejas só para negros.
Existe ainda as
práticas de inclusão de minorias como participantes da
sociedade. Essas práticas não vêem ao caso mas merecem ser
mencionadas para finalizar a análise sociológica das raças
e as relações étnicas. São elas: assimilação, amalgamação,
plurarismo cultural, integração, aculturamento, auto-segregação,
separatismo, criação de organizações.
Conclusão
Uma nação que
pega em armas para lutar contra si própria está correndo o
risco de manter o conflito e os sentimentos daquela época
nas gerações futuras. Ao contrário da nação que tem
brancos, índios, negros e mestiços segurando a mesma
espada em uma luta onde todos defendem um único interesse:
a soberania e o bem estar da Pátria. "A profissão das
armas deve ter algo mais que qualquer outro ofício, devem
ser mais forte eticamente ou mais virtuosas que a
sociedade geral".