
Sobrevivência Jornalística em Áreas
de Conflitos Hostis, Armados e de
Guerra
Apresentação:
A atividade
jornalística em regiões hostis, sempre
foi uma atividade perigosa que pode
levar o profissional a situações de
extrema tensão e de grande risco para
sua vida que, em muitos casos pode levar
até mesmo a morte. Isto ocorre porque
muitos jornalistas e outros
profissionais buscam fazer seus
trabalhos em áreas perigosas sem ter o
conhecimento necessário para atuar num
ambiente volátil e instável que pode
explodir a qualquer momento sendo por
essa razão muitas vezes mortal.
Isto pode ser
visto em diversos casos de agressões,
seqüestros, prisões e até mesmo na morte
de vários jornalistas e outros
profissionais que estavam trabalhando
aqui no Brasil ou em qualquer outra
parte do mundo. O desrespeito aos
Direitos Humanos e a perda de vidas
destes profissionais é uma constante que
sempre vai perseguir o trabalho
jornalístico em áreas de conflitos
hostis, armados e de guerras e a única
saída para não tornar-se vítima da
insegurança e da violência é estar
preparado sempre para o pior.
Pensando nisto,
para melhorar as condições de
sobrevivência para os jornalistas em
áreas hostis foi desenvolvido este curso
com a finalidade de aumentar os
conhecimentos de sobrevivência dos
profissionais que desenvolvem trabalhos
em áreas extremamente perigosas para a
vida. O curso é elaborado com as mais
modernas táticas e técnicas policiais e
militares e leva em consideração as
normas, procedimentos e doutrinas de
operações especiais e contraterrorismo
contidas no Manual do Marine Corps FM
3-24/MCWP 3-33.5, na Doctrine for Joint
Special Operations [Joint Pub 3-05] e
também no treinamento especial de Elite
Navy SEALs dos Estados Unidos.
Desta forma, o
curso é moderno, atual e dinâmico sendo
desenvolvido com a finalidade de dar
mais condições por meio de conhecimentos
táticos e técnicos para aumentar o nível
de sobrevivência e salvaguarda dos
profissionais que desempenham atividades
e funções em áreas perigosas e hostis
para a vida.
EMENTA:
A ementa do curso
está organizada de forma a permitir a
relação de cada disciplina uma com a
outra ligando o aluno diretamente com
todas ao mesmo tempo em cada aplicação
dos tópicos.
GEOGRAFIA DO
CONFLITO; SETORIZAÇÃO DO CONFLITO – ÁREA
DE MORTE, ÁREA DE ACIDENTE, ÁREA DE
VIDA; RECONHECENDO UNIFORMES E PATENTES;
O TRABALHO JORNALÍSTICO em área hostil;
EQUIPAMENTOS FUNDAMENTAIS PARA A
SOBREVIVÊNCIA; ARMAS; CALIBRES;
BALÍSTICA; TÁTICAS E TÉCNICAS POLICIAIS
E MILITARES EMPREGADAS PARA A
SOBREVIVÊNCIA; MOVIMENTAÇÃO EM ÁREA DE
ALTO RISCO – PROGREDINDO E RECUANDO
ENTRE BARRICADAS E OBSTÁCULOS;
CONDICIONAMENTO FÍSICO; controle
emocional em situações de extrema tensão;
dinâmicas em grupo.
1. GEOGRAFIA
DO CONFLITO
O aluno deve
conhecer a área hostil onde vai
trabalhar e aprender a localizar-se no
ambiente que está inserido. Deve saber
operar instrumentos de localização como,
por exemplo, bússolas e GPS assim como
saber ler mapas e cartas náuticas. Em
GEOGRAFIA DO CONFLITO o aluno vai
aprender a identificar limites naturais,
posicionar seus pontos de fuga e
interagir com a região do trabalho.
2.
SETORIZAÇÃO DO CONFLITO – ÁREA DE MORTE,
ÁREA DE ACIDENTE, ÁREA DE VIDA
A área onde o
jornalista pretende trabalhar deve ser
mapeada destacando as áreas onde existe
potencial chance de perda de vida,
elevada possibilidade de acidente assim
como garantia de preservação e
salvaguarda de sua vida. O aluno vai
aprender a identificar os pontos de
maior risco e crise assim como abrigos
seguros.
3.
RECONHECENDO UNIFORMES E PATENTES
Importante fator
decisivo a identificação visual é ímpar
para a correta comunicação e também para
preservar a atividade jornalística na
área hostil. O jornalista neste tópico
do curso vai aprender a reconhecer o uso
da identificação visual falsa assim como
o manuseio e uso de espórios de guerra
pelo inimigo o que pode gerar erro de
comunicação e ameaça para o trabalho e
para vidas humanas. Vai também aprender
a se identificar e comunicar-se com
policiais, militares e demais forças
amigas.
4.
O TRABALHO JORNALÍSTICO em área hostil
Aborda o fator
primordial da preservação da vida do
jornalista diante de qualquer dado,
informe e notícia. Neste ponto o aluno
vai saber que primeiramente a
integridade física e a vida dos
envolvidos devem ser conquistadas e
mantidas antes de iniciar o trabalho
jornalístico.
5.
EQUIPAMENTOS FUNDAMENTAIS PARA A
SOBREVIVÊNCIA
O que usar como
comprar e aonde achar equipamentos
considerados fundamentais para uso em
áreas hostis por civis e jornalistas em
atividades profissionais. Reconhecer a
qualidade e a segurança de uso de marcas
e tipos diferentes de coletes balísticos,
botas e outros acessórios. Utilização,
manuseio e manutenção. Seleção dos
equipamentos de campo do jornalista. Uso
para sobreviver do Sistema de
Posicionamento Global, vulgarmente
conhecido por GPS; bússola; curvímetro,
pedômetro, formas de energia alternativa
para carregamento de aparelhos
eletroeletrônicos.
6. ARMAS
História das armas;
evolução; classificação; principais
fabricantes; principais tipos usados em
áreas hostis, de conflito e de guerra;
regras de segurança; como agir diante de
uma mira.
7. CALIBRES
1 Definição;
2 Nomenclatura dos
calibres de armas ligeiras;
2.1 Calibres de
armas de cano de alma lisa;
2.2 Calibres de
armas longas de cano estriado;
2.3 Calibres de
pistolas e revolveres;
3 Exemplos de
calibres de armas ligeiras
3.1 Calibres de
armas de cano de alma raiada
3.2 Calibres de
armas de cano de alma lisa
3.3 Calibres de
pistolas e revolveres
4 Calibres de
armas pesadas
4.1 Exemplos de
calibres de armas pesadas expressos em
libras
4.2 Exemplos de
calibres atuais de armas pesadas
8. BALÍSTICA
Definição; divisão;
tabela balística; stopping power.
9. TÁTICAS E
TÉCNICAS POLICIAIS E MILITARES
EMPREGADAS PARA A SOBREVIVÊNCIA
Segurança; uso de
cobertura e abrigo; planejamento e
concepção; procedimento em área de risco;
técnica de procedimento em patrulha em
área urbana; técnica de procedimento em
patrulha em área aberta; técnicas de
procedimento em área de segurança;
procedimentos em abordagem.
10.
MOVIMENTAÇÃO EM ÁREA DE ALTO RISCO –
PROGREDINDO E RECUANDO ENTRE BARRICADAS
E OBSTÁCULOS
O deslocamento em
áreas de alto risco deve ser calculado
antecipadamente para possivelmente
reconhecer áreas prejudiciais à
progressão assim como áreas que possam
servir de suporte para um possível e
necessário recuo.
11.
CONDICIONAMENTO FÍSICO
Atividades de
campo com o instrutor; conhecimentos de
rapel; salto de bordas; travessia a nado
em regiões alagadas.
12.
controle
emocional em situações de extrema tensão
Atividades de
campo com o instrutor; dinâmicas em
grupo; estudo de vídeos.
13.
Dinâmicas
em Grupo
As seguintes
dinâmicas do TDA 3 / SRT são aplicadas
na formação do curso:
Simulação de
Seqüestro
Em uma situação
real de seqüestro é passado
conhecimentos táticos e técnicos de como
proceder diante de tal situação e
sobreviver.
Dinâmica dos
Círculos
Grupos separados
devem criar mecanismos para buscar
objetos colocados dentro de círculos.
Atividades Físicas
Promover o
conhecimento do corpo diante de
situações de campo.
Police Training
Eco Adventure
Conceito de
educação ao ar livre criado pelo TDA 3
para promover: Auto-estima; Quebrar
paradigmas; Aprimorar o trabalho em
equipe; Desenvolver ousadia; Despertar a
iniciativa e o espírito de liderança;
Exercitar o planejamento e a disciplina;
Exercitar a boa comunicação; Mudança,
identificação e ou superação de limites;
Criar uma política de segurança;
Reconhecer riscos e crises; Aumentar a
inovação e criatividade.
Técnicas de
Interrogatório
Conheça o que é e
como se usa. Sinta na pele qual o efeito
de um interrogatório militar.
OBJETIVOS GERAIS:
É objetivo do
curso é capacitar o aluno a relacionar-se
com o ambiente hostil que se encontra
inserido desenvolvendo suas atividades
profissionais respeitando os fatores de
risco e de crise que se desenvolve
diante de sua profissão salvaguardando
sua vida no trabalho.
OBJETIVOS
ESPECÍFICOS:
Promover os
conhecimentos táticos e técnicos
necessários para os profissionais
realizarem suas atividades utilizando de
mecanismos e equipamentos que permitam a
salvaguarda de sua vida assim como de
suas atividades. Desenvolver os
conhecimentos pessoais e individuais que
permitam a sobrevivência diante de
situações de risco capacitando os alunos
de forma que possam realizar seu
trabalho de maneira rápida e dinâmica
preservando a sua vida e a dos demais
envolvidos antes, durante e depois de
uma incursão em regiões geograficamente
dominadas por incertezas e riscos a vida
e ao trabalho jornalístico.
PÚBLICO-ALVO:
Este curso é
destinado a todos as pessoas que
desenvolvem alguma atividade em áreas
hostis, de conflito armado e de guerra.
Elaborado com exclusividade para
estudantes do curso de jornalismo e para
os profissionais de jornalismo que
desempenham coberturas jornalísticas que
podem ameaçar suas vidas e outros
profissionais que atuam nestas regiões.
Equipamentos e
acessórios de responsabilidade do aluno:
É de
responsabilidade do aluno estar presente
na hora e no local marcado para o início
do treinamento juntamente com todos os
equipamentos necessários para a formação
no curso. É necessário apresentar-se ao
instrutor portando os seguintes
equipamentos:
Lanterna;
Bússola;
Mapas
cartográficos;
Carta náutica;
GPS, se possível;
Demais
equipamentos de acordo com solicitação
do instrutor.
INSCRIÇÕES:
Escolha o melhor
canal de comunicação e garanta a sua
vaga.