Entrevista com os societários, diretores e instrutores do TDA 3
sobre o SRT
Para
esclarecer algumas dúvidas e perguntas de nossos usuários,
alunos e parceiros reunimos os Diretores Fabrizzio e
Marcus Vinícius para esclarecer as principais dúvidas
sobre equipamentos usados nos treinamentos do TDA 3 e pelo
S.R.T. em treinamentos, simulações e apresentações assim
como as principais diferenças entre os treinamentos dos
instrutores e alunos tanto com a insígnia TDA 3 como com o
SRT.
O bate papo
foi realizado em 5 de dezembro de 2005 no escritório
central do TDA 3 contou com a presença de Anderson de
Souza que interagiu com os dois diretores.
Anderson - Primeiramente devo agradecer a participação
dos senhores para esclarecer estas dúvidas que estão sendo
colocadas para o TDA 3 de forma constante e por diversos
meios, seja via e-mails, perguntas em cursos e até mesmo a
pessoas que de alguma forma conhecem o TDA 3 e os senhores,
como é meu caso.
Anderson - Para começar gostaria de saber quais as
diferenças entre o próprio TDA 3 e o SRT? São marcas
diferentes dentro da mesma organização e como são usadas
pela direção do TDA 3?
Marcus Vinícius - Deixo essa resposta para
Fabrizzio já que foi o idealizador dos conceitos.
Fabrizzio - Na verdade os conceitos dos dois nomes
e a sua utilização pela nossa organização é bem distinta.
Lado a lado o TDA 3 e o SRT fazem parte dos mesmos
objetivos mas utilizam de ferramentas diferentes para
atingir e cumprir a missão.
O SRT está
um nível acima dos cursos do TDA 3, ou seja, a
certificação com a insígnia azul requer que o aluno esteja
em um nível tático e técnico muito avançado. Por causa
disto, a certificação via SRT está definida para ser
usada apenas em cursos de cárater internacional, onde os
requisitos que são cobrados dos alunos são superiores aos
dos cursos do TDA 3.
Outro ponto
importante é que o Operador, como é chamado o usuário da
insígnia azul deve estar pronto: capacitado, educado e
treinado para lidar com uma variedade enorme de
equipamentos. Enquanto nos cursos do TDA 3 são exigidos de
uma forma geral, equipamentos de segurança que visam a
proteção do aluno na formação do curso e os conhecimentos
básicos de manuseio de equipamentos policiais e militares
do dia a dia, no SRT existe uma especialização do
profissional que o coloca pronto para lidar com diversas
situações inimagináveis o que o leva a usar todo o seu
conhecimento intelectual, físico, tático e técnico
policial e militar.
Simplificando,
o SRT deve estar bem mais educado e treinado para lidar
com as situações de alto risco que surgiram em suas
missões e por isso o preparo é hercúleo e vasto.
Dentro da
nossa organização os dois conceitos se unem e criam o
cerne do escudo TDA 3, ou seja, os Operadores do SRT sempre mostram do que são capazes e exigem também um pouco
mais dos alunos do TDA 3 quando estes são os intrutores.
Anderson - É verdade que a marca SRT pode vir a ser
usado para certificar alunos que concluírem cursos
internacionais?
Marcus Vinícius - Essa é uma opção que estamos
analisando mas só deve ser usada realmente em cursos que o
TDA 3 organize e que tenha participação de instrutores
internacionais e que tragam conceitos e conhecimentos que
vão de encontro com o que o diretor Fabrizzio disse
anteriormente.
Anderson - Imaginemos um aluno do lado do outro: o que
diferencia um formando que leva o brevê TDA 3 do que
carrega o brevê do SRT?
Marcus Vinícius - Isso é fácil responder; basta olhar as
fotos de nossas turmas formadas até hoje. Nas turmas que
formei os alunos costumam usar:
1. uniforme
padrão de suas unidades;
2. bota tática;
3. coldre;
4. colete tático;
5. as vezes o coleta balístico;
6. algema;
7. pistola ou revólver e alguns as vezes levam armas
longas como, por exemplo, escopeta e fuzis 7.62.
Isto de um modo geral. Não estou aqui separando por cursos
e nem contando com os equipamentos oferecidos pela
organização TDA 3: máscaras de proteção, simulacros e
munição de treinamento entendeu?
Além do mais o
intelecto é visivelmente fácil de identificar.
Anderson - positivo! Mas e o aluno do SRT?
Fabrizzio - O Operacional do S.R.T. deve ser
especialista em todas as áreas que o TDA 3 oferece
treinamento e deve também ter conhecimentos de explosivos,
comunicação e informática, Inteligência e Contra-Inteligência,
Coleta de Dados, Conecimentos Gerais e outros quesitos a
mais que não devem ser mencionados e nem publicados aqui
por questões de serem SECRETOS.
Por causa das
tarefas que podem aparecer o Operador SRT costuma usar
equipamentos que variam de acordo com a missão, mas alguns
permanecem na configuração básica do Operador SRT como,
por exemplo:
1. macacão
tático de NOMEX ou uniforme variando de acordo com a
missão;
2. luvas tática em NOMEX;
3. capuz também em NOMEX;
4. colete balístico;
5. colete tático;
6. rádio de comunicação com fone e microfone
acoplados ao equipamento;
7. capacete tático;
8. joelheiras e cotoveleiras;
9. coldre de perna para pistola;
10. coldre de tornozelo para a back gun; 11. óculos balístico;
12. lanterna tática sure fire - porque é a melhor!
13. canivete tático ou faca de acordo com a preferência;
14. espelho tático;
15. porta treco de perna;
16. gás em spry tipo pimenta;
17. camelbak interno no colete tático ou sistema
HYDRASTORM;
18. algemas;
19. lacres de imobilização;
20. porta algemas - de preferência dois com algemas é
claro;
21. cinto tático;
22. alicate tático;
23. mosquetões;
24. computador portátil tipo palm;
25. celular;
26. pistola principal;
27. back gun;
28. arma longa de acordo com a preferência: Colt, MP5,
FN, TAURUS, Remington, Benelli e etc...
29. carregadores e munições;
30. óculos de proteção;
Outros
equipamentos que podem vir a fazer parte dos componentes
do SRT são:
31. máscara de
gás;
32. mochila de costas;
33. taser;
34. equipamentos de rapel
35. granadas tipo Flash-Bang;
36. escudo balístico;
37. arrombadores, escadas táticas etc...
Anderson - os senhores sabem quanto pesa todo esse
equipamento para um homem ter que carregar?
Marcus Vinícius - Como o senhor Fabrizzio disse
depende das missões, entretanto conforme a composição
básica deve ter no geral uns 30 a 40 quilos de
equipamentos.
Anderson - O TDA 3 já formou alguma turma SRT?
Marcus Vinícius - Não. O TDA 3 tem menos de um (1)
ano de existência jurídica e apesar de todas as
dificuldades que passamos neste quase primeiro ano
atingimos um elevado padrão de conceitos novos e estamos
conseguindo atingir com os nossos cursos quase todas as
regiões do país.
Como dito
anteriormente, para uma formação com a insígnia azul
devemos criar parcerias com instrutores internacionais
para trazer os novos conhecimentos para serem aplicados
pela nossa organização e conseqüentemente serem os alunos
certificados com a insígnia azul, como está sendo chamado.
Anderson - Então no Brasil não existe ainda Operadores
SRT?
Fabrizzio - Não. É sabido dos grupos e unidades de
elite que treinam e treinam para os piores
worst case cenario,
mas certificados com a insígnia azul
ainda não. Apesar disto, os conceitos são os mesmos,
equipes altamente motivadas, educadas, treinadas e muito
bem equipadas para diversas situações no qual as outras
forças de segurança não têm as mesmas condições positivas
diante de tais ocorrências.
O que difere
estas unidades e equipes do conceito SRT é que estamos
agregando o fator tecnologia e conectividade. Em outras
palavras, estamos tentando construir os pilares para o
futuro policial brasileiro. Apto para usar a tecnologia a
seu favor no combate a insegurança e a violência
brasileira.
No decorrer do
ano de 2006 estaremos divulgando algumas pesquisas,
resultados e protótipos para serem usados e testados pelos
nossos instrutores, Operadores, alunos e parceiros.
Até lá vocês
terão que aguardar.
Anderson - Vocês mencionaram diversos equipamentos que
podem ser configurados e usados para diversas missões. Mas
quero saber se existe algum equipamento específico criado
e desenvolvido por vocês?
Fabrizzio - De fato buscamos constantemente
mecanismos que possam facilitar a realização de missões e
também proteger o homem da Leia e da Ordem diante das
adversidades que encontra em sua tarefa.
Sobre a
existência de novos equipamentos estamos testando sistemas
de captação e processamento de imagens.
O resultado é uma nova
metodologia que está sendo dada aos conceitos do TDA 3 e
que deve vir a somar como ferramenta junto ao SRT.
Acredito que
até meados de março já teremos como demonstrar a nova
tecnologia em atividade e como ela poderá ser útil nas
missões policiais e militares tanto do TDA 3 como também
do SRT.
Anderson - Quero agradecer a participação dos senhores
e dizer que esclarecemos sem sombra de dúvidas algumas
perguntas que estavam surgindo e que mereciam uma resposta
imediata.