A organização das
atividades públicas em áreas de desastres
naturais por meio da prestação de serviços
privados: Uma solução minimizadora para a
ausência do poder público no atendimento às
populações atingidas por desastres naturais
e em momentos sociais atípicos.
Fabrizzio Bonela Dal
Piero
Hoje, há mais pessoas
desabrigadas no mundo em conseqüência de
desastres naturais do que de conflitos
armados. Na década de 90, as catástrofes
naturais como furacões, inundações e
incêndios afetaram mais de dois bilhões de
pessoas, causando prejuízos superiores a US$
608 bilhões, em todo o mundo – uma perda
maior do que nas quatro décadas anteriores,
combinadas. Em nível nacional os países
desenvolvidos são afetados, fundamentalmente,
na questão financeira. Já na questão do
impacto humano, feridos e perdas de vidas, a
concentração maior fica a cargo dos países
em desenvolvimento. Destaca-se que à medida
que a população mundial aumenta, verifica-se
cada vez mais a concentração de populações
em áreas de elevada periculosidade e, como
tal, os impactos dos desastres naturais
acabam aumentando.
Embora os desastres
naturais ocorram em todo o mundo, seu
impacto recai desproporcionalmente sobre as
populações pobres, que vivem em áreas
vulneráveis e dispõem de poucos recursos
para se precaverem ou se recuperarem das
calamidades. Entre 1985 e 1999, noventa e
seis por cento (96%) das fatalidades
causadas por desastres registrou-se em
países em desenvolvimento.
O Painel Intergovernamental sobre a Mudança
Climática (IPCC) calcula que os impactos
futuros de eventos climáticos extremos
afetarão desproporcionalmente as populações
pobres. Vietnã e Bangladesh, por exemplo,
estão projetados a perder mais de 70.000
quilômetros quadrados de terra, afetando
cerca de 32 milhões de pessoas. Os países
ricos também não serão poupados, de acordo
com projeções de vários estudos e pesquisas.
Todo o litoral do Mediterrâneo é
particularmente vulnerável à elevação do
nível do mar, como também os litorais do
Atlântico e do Golfo, nos Estados Unidos.
Já os prejuízos econômicos dos desastres
naturais são maiores no mundo desenvolvidos.
O terremoto que sacudiu Kobe, no Japão, em
1995, por exemplo, custou mais de US$ 100
bilhões, o desastre natural mais custoso da
história. Os danos do Furacão Mitch, em
1998, na América Central foram US$ 8,5
bilhões – superiores ao produto interno
bruto, conjunto, de Honduras e Nicarágua, as
duas nações mais severamente atingidas. Já
no caso do furacão Katrina os prejuízos
foram estimados em dezenas de bilhões de
dólares. No Brasil, nos dias 27 e 28 e março
de 2004, Santa Catarina foi foco das
atenções do mundo devido à passagem do 1º
Furacão do Atlântico Sul, que mudou a
história nacional com relação a desastres
naturais. Desde então, livros precisaram ser
rescritos, já que contra todas as afirmações
que negavam a possibilidade de um Furacão no
Brasil, ele aconteceu e causou danos severos
em diversos municípios. Ao todo, 20
municípios decretaram situação de emergência
na época e calcularam prejuízos econômicos
superiores a R$ 850 milhões, sendo que mais
de um milhão de catarinenses foram afetados.
Estima-se que o mundo precisaria gastar por
ano o equivalente a nove ou dez vezes o
orçamento que Pequim dispôs para realizar os
Jogos Olímpicos para salvar o planeta dos
impactos das mudanças climáticas, cerca de
US$ 400 bilhões a US$ 500 bilhões.
Cientistas de todo o mundo alertam que o
custo estimado pela Organização das Nações
Unidas (ONU) para amenizar o impacto das
alterações está subestimado e que o montante
necessário é bem maior. Os dados são do
Instituto Internacional para Ambiente e
Desenvolvimento e do Imperial College de
Londres.
Além dos gastos os desastres naturais
desalojam quatro vezes mais que conflitos
armados em todo o mundo. Enchentes,
tempestades, estiagens e outros desastres
naturais levaram 20 milhões de pessoas a
abandonar suas casas no ano de 2007, quase
quatro vezes mais do que o número de pessoas
desalojadas por conflitos armados de acordo
com um relatório da Organização das Nações
Unidas.
O estudo realizado ONU tentou quantificar
pela primeira vez o número de pessoas
forçadas a deixar suas casas por causa da
mudança climática. O aquecimento global está
provocando um aumento na freqüência e na
intensidade das tempestades e em outros
padrões de alteração do clima, então, os
desastres são agora "um motivador
extremamente significativo de desalojamento
forçado no mundo", disse o relatório. O
estudo afirmou que, em 2008, 36 milhões de
pessoas foram obrigadas a deixar suas casas
por causa de desastres naturais de início
rápido. O terremoto de Sichuan, na China,
foi responsável pelo desalojamento de 15
milhões dessas pessoas, mas os desastres
relacionados ao clima desabrigaram 90% do
restante.
A falta de preparo para lidar com as
situações impostas por desastres naturais é
outro ponto preocupante. No Brasil, até 31
de dezembro de 2008, dos 5.563 municípios
brasileiros, aproximadamente 1.360 não
contavam com uma Defesa Civil municipal. Uma
situação preocupante já que o país é o com o
maior número de pessoas afetadas pelas
chuvas e enchentes do Hemisfério Sul, não só
em 2008, mas anualmente. No ano passado, por
exemplo, as chuvas afetaram cerca de 1,5
milhões de pessoas em Santa Catarina e 1,5
milhões de pessoas no Nordeste.
Apesar de ser o maior afetado, o Brasil
ainda enfrenta grandes dificuldades em lidar
com catástrofes naturais. "A tragédia de
Santa Catarina revelou como o país não está
preparado para lidar com catástrofes. Em
2008, a Sedec registrou 1.502 decretos de
situação de emergência ou calamidade pública
em todos os Estados brasileiros, algumas
cidades decretaram situação de emergência
mais de uma vez. Em 2007, foram 1.614. Nos
dois anos, a maioria dos decretos foi em
decorrência ou das chuvas ou da estiagem.
Diante da dinâmica da força, da rapidez e de
certa incerteza de onde, quando e como irá
ocorrer algum desastre natural o poder
público se torna refém da sua própria
“inércia genética” para fazer frente no
combate ao ataque da natureza mantendo-se
ausente no atendimento imediato das
populações atingidas. Vários são os casos
onde comunidades inteiras ficam abandonadas
a própria sorte. As autoridades alegam de
tudo um pouco: falta de pessoal qualificado,
inexistência de materiais e equipamentos de
atendimento de emergência, burocracia e até
mesmo interesses e conflitos políticos que
prejudicam ações em todos os níveis
nacionais.
Para proporcionar maior mobilidade e
agilidade no atendimento emergencial diante
de desastres naturais é que surge a proposta
de terceirização dos serviços emergenciais
disponibilizados as populações ameaçadas.
Neste atual cenário brasileiro onde a
ineficiência do atendimento público se torna
evidente diante de momentos de risco e crise
impostos por tragédias naturais ou por
situações atípicas como, por exemplo, o
verão brasileiro é indispensável que um ou
mais grupos privados busquem soluções para
atender às necessidades por meio de um
conceito único no oferecimento de soluções
para o Gestor Público dar prioridade no
quesito “atendimento de sua comunidade”.
Diante do cenário brasileiro que ocorre do
Chuí ao Oiapoque não será difícil encontrar
nos próximos anos em todo o Brasil empresas
especializadas que busquem disponibilizar
uma grande quantidade de serviços executados
por profissionais altamente qualificados
para o trabalho de alvo risco em zonas
atingidas por desastres naturais tais como:
Afundamento e colapso;
Ciclones;
Dilúvio;
Deslizamento de terra, ou escorregamento;
Endemias;
Epidemia;
Pandemias;
Erosão;
Erupção vulcânica;
Ciclone tropical (furacão, tufão);
Incêndio Florestal;
Inundação;
Queda de meteoro;
Tempestades - Gelo, Granizo ou de Raios;
Tornado;
Tsunami;
Terremoto.
Outro destaque que se pode esperar do setor
privado será a disponibilidade completa de
máquinas e equipamentos especiais
fundamentais para o trabalho de atendimento
emergencial que se fazem necessários o seus
usos logo após a ocorrência do desastre
assim como publicação e solicitação do
Gestor Público. Desta forma, caberá estar
prontamente à disposição:
Veículos 4x4;
ATV’s 4x4;
Caminhões para o transporte de vítimas;
Tratores especiais;
Barracas para acomodação coletiva;
Hospital de campanha completo;
Lanchas e barcos especiais;
Jet Skis;
Aerobarcos;
Equipamentos de mergulho;
Equipamentos de resgate em geral;
Equipamentos de combate a chamas;
Câmeras de vídeo monitoramento;
Materiais para formação e treinamento
especializados para Operadores de Segurança
Pública: Polícia Civil, Polícia Militar,
Corpo de Bombeiro e Guarda Municipal.
Outro grande problema que se origina após a
ocorrência de um determinado desastre
natural, além de todos já conhecidos que
padecem as pessoas atingidas, podemos
encontrar ainda uma espécie de degradação
humana em sua total essência que, para
muitos, lembra uma espécie de retorno ao
estado de natureza, condição descrita pelo
filósofo político inglês Thomas Hobbes como
a fase do ser humano anterior à organização
social. Como no livro “Ensaio sobre a
cegueira”, do escritor português José
Saramago, em que uma epidemia de cegueira
lançou uma cidade no caos devido à ausência
de comando, cenas de vandalismo, banditismo
e violência se multiplicam e a vida em
sociedade acaba, ou se transforma numa
guerra.
Eu particularmente costumo afirmar que
depois da tragédia a “degradação da alma
humana” é fato inerente a nossa natureza. Os
desastres naturais ocorrem em duas ondas de
choque: primeiro chega à tempestade ou a
própria tragédia em si, e depois o que o
historiador John Barry chama de “tempestade
humana” – as recriminações, o conflito
político e a batalha sobre compensações
financeiras. Os desastres naturais varrem a
superfície da sociedade e expõem as
estruturas de poder, as injustiças e os
padrões de corrupção. Um exemplo disto é
quando se olha para turbulências
meteorológicas na história norte-americana,
é surpreendente a freqüência com que são
seguidas pela turbulência política.
Em 1889, na Pensilvânia, uma grande
inundação arrasou Johnstown. Centenas de
pessoas presas numa ponte em chamas tiveram
que escolher entre morrerem queimadas ou
afogadas. Os jornais usaram imagens
exageradas: rios cheios de corpos, crianças
mortas quando brincavam de roda, com sorriso
no rosto. O preconceito corria solto. Os
húngaros eram os imigrantes mexicanos
ilegais de hoje, mão-de-obra para empregos
que ninguém queria. Os jornais falavam de
gangues húngaras que cortavam os dedos de
corpos para arrancar anéis. A fúria se
voltou então contra os milionários de
Pittsburgh.
Mais recentemente, a fúria da natureza, que
varreu a costa de Louisiana, Mississippi e
Alabama com o furacão Katrina proporcionou
um grau de criminalidade e de violência
elevado que foi registrado no meio da
destruição das cidades. Primeiro foram os
saques a farmácias e lojas de conveniência.
Remédios, água e comida. Depois, começaram a
aparecer caixas de cerveja abarrotando
carros nas partes não submersas de Nova
Orleans. Em questão de horas, joalherias e
bares do turístico Bairro Francês passaram a
ser o alvo. Começaram os casos de assaltos a
casas abandonadas e a pessoas. Relataram-se
espancamentos. Nos centros que foram
montados para receber os refugiados, como o
estádio Superdome, comida começou a ser
roubada e, logo foram registrados os
estupros. Helicópteros dos bombeiros que
tentavam resgatar pacientes num hospital sem
energia elétrica foram recebidos a tiros por
assaltantes. No Centro de Convenções da
cidade, seis esquadrões com 11 policiais
cada um foram impedidos de entrar por
bandidos armados.
Quando a situação atinge este grau de
degradação humana e Estado de Direito e as
Instituições e Poderes Públicos estão
ameaçados e se faz necessário usar o poder
coercitivo.
“Durante o tempo em que os homens vivem sem
um poder comum capaz de mantê-los todos em
temor respeitoso, eles se encontram naquela
condição a que se chama guerra; e uma guerra
que é de todos os homens contra todos os
homens”, escreveu Hobbes em seu livro “Leviatã”,
publicado em 1651. “Desta guerra de todos os
homens contra todos os homens também isto é
conseqüência: que nada pode ser injusto. As
noções de certo e errado, de justiça e
injustiça, não podem aí ter lugar. Onde não
há poder comum não há lei, e onde não há lei
não há justiça. Na guerra, a força e a
fraude são as duas virtudes cardeais”.
Hobbes, no entanto, possivelmente se
surpreenderia com os acontecimentos numa das
maiores cidades do país mais rico do mundo.
No mesmo livro ele afirma que a Humanidade
nunca passou pelo estado da natureza. É
sabido que as interações humanas em momentos
de crise quando não existe um poder com
força suficiente para se impor podem
degenerar-se. Acaba prevalecendo à lei do
mais forte. A sensação de que o poder
coercitivo deixou de existir faz originar a
idéia de que a impunidade tudo permite. Por
que deixar de beber cerveja? O dono do bar
está morto, não há policiais para impedir.
Geralmente onde o Estado continua organizado
a sociedade está disciplinada, há sentimento
de solidariedade e compaixão. Agora, onde
não há Estado às paixões vêm à tona. Essa
história que vemos nos filmes, primeiro
idosos e crianças deixa de existir.
Assim sendo, reconheço e afirmo que a falta
de controle social democrático permite que
apareça uma latente crise das relações
sociais nas áreas afetadas por desastres
naturais. O único recurso passa a ser a
Força.
Casos de ondas de criminalidade e de
violência também foram registrados após a
passagem do tsunami de 2005. Ladrões,
estupradores e seqüestradores fizeram várias
pilhagens em campos de desabrigados pelo
tsunami, em hospitais e nas casas dos
europeus atingidos pelas ondas gigantes.
Relatos de crimes foram feitos em diferentes
regiões como Sri Lanka, Tailândia e Hong
Kong.
"Nós recebemos relatos de estupros, abusos
físicos contra mulheres e meninas em abrigos
temporários", disse uma integrante do grupo
"Womens and Media Collective".
Em situações catastróficas os mais jovens e
órfãos estão entre os mais vulneráveis à
exploração sexual. As experiências das
últimas catástrofes mostram que as crianças
são especialmente mais expostas. Na
Tailândia, ladrões se disfarçaram de
policiais e roubaram bagagens e cofres de um
hotel na região de Khao Lak Beach, onde o
tsunami matou pelo menos 3.000 pessoas. Além
disto, a Suécia, na época, mandou para o
país do sudeste asiático sete oficiais de
polícia para investigar o suposto seqüestro
de um menino sueco de 12 anos cujos pais
foram levados pelas ondas.
No Brasil, casos de saques foram registrados
em Itajaí. Há relatos de que pelo menos três
supermercados da cidade e algumas farmácias
foram saqueados. Houve ainda o ato criminoso
do desvio de donativos e a venda ilegal de
tudo um pouco a preços comerciais com fins
lucrativos de uma pequena quadrilha que
estava tirando proveito da situação trágica
que as vítimas de Santa Catarina passavam,
podendo ser classificados igualmente como
saqueadores.
Mais recentes foram os saques em Abruzzo em
abril de 2009 na Itália. Saqueadores
atacaram várias localidades da região de
Abruzzo atingidas pelo terremoto obrigando o
primeiro-ministro da Itália, Silvio
Berlusconi, ameaçar enviar o exército a
essas áreas para conter a onda de roubos.
Com a prisão de dois supostos ladrões com 80
mil euros em Onna, localidade próxima a
L'Aquila e uma das mais afetadas pelo
terremoto ficou comprovado que o caos
decorrente do desastre natural abriria
brechas para os saques às casas. Mas as
autoridades italianas logo providenciaram
uma medida coercitiva criando junto a
Polícia Nacional um comando especial
antissaques, composto por 90 agentes que
passaram a vigiar as ruas em grupos de cinco,
e que acompanharam os bombeiros nos
trabalhos de reconhecimentos das regiões
afetadas pelo terremoto.
O comando italiano foi criado com a
finalidade de conter o fenômeno dos saques o
qual o premiê pretende combater com a
introdução de um novo crime que castigue
este tipo de atos no Código Penal italiano.
"Registramos, nestes dias, uma forte
preocupação por parte da população devido às
operações de saque nas casas que ficaram
abandonadas", disse o chefe do Governo
italiano em entrevista concedida em
L'Aquila, capital de Abruzzo e uma das
cidades mais afetadas pelo terremoto. A
criação do novo delito ainda deixa as
autoridades italianas sem saber como será
tipificado junto ao sistema jurídico
nacional italiano, mas de qualquer forma, já
foram anunciadas por autoridades italianas
que as penas serão muito duras.
Diante do que sabemos sobre o que acontece
em zonas de desastres naturais, além de
oferecer atendimento emergencial o mais
rápido possível se faz necessário ter uma
Força de Segurança Armada que garanta a
integridade do patrimônio público e dos bens
privados das pessoas atingidas na zona do
desastre. A ação de segurança deve ter como
prioridade também garantir a continuidade
das atividades públicas assim como manter o
controle e a qualidade dinâmica dos serviços
de reconstrução das áreas afetadas.
Uma atualização no artigo atual, escrito no
final de 2009, vale ser feito neste momento
devido aos iniciais eventos ocorridos em
2010.
Sem poder deixar de relatar o Grande
Terremoto de Haiti que matou não só um
número impensável de habitantes, mas também
ceifou até mesmo os homens e mulheres que
“diziam estar prontos e preparados” para
ajudar aquele país. A ONU no Haiti perdeu
101 funcionários. E isto foi só o começo de
uma tragédia humana anunciada.
A luta pela sobrevivência foi uma constante
todos os dias após o terremoto. Vários
saques conduzidos por grupos de até mil
pessoas foram registrados em toda a capital.
Diante de tal necessidade iminente, para
evitar saques e outros crimes as novas
organizações privadas devem ser capacidade
de montar e disponibilizar uma equipe de
profissionais armados prontos para o
trabalho em cenários altamente complexos
como os que ocorrem nas zonas de desastres
naturais.
Isto se torna necessário devido ser de
fundamental importância dar continuidade da
vida mesmo em meio ao caos de um cenário
catastrófico. Serviços públicos básicos
devem ser mantidos e restabelecidos. Escolas
devem se possíveis, voltarem a funcionar,
hospitais preservados, supermercados e
outros centros de distribuição de comida e
água garantidas e segurados para evitar que
ondas de distúrbios civis afetem ainda mais
o funcionamento básico para a comunidade
local.
Manter a ordem e a segurança é tarefa do TRG
- Tactical Response Group, ou na tradução
“Grupo de Responsabilidade Tática”. O TRG
privado deve ter condições para atuar em
todo o território nacional e encontrar-se
pronto para entrar em operação para ajudar a
quem precisa em qualquer momento que
solicitados até mesmo no estrangeiro se
assim for solicitado.
A pergunta que se faz agora é como pode o
administrador e gestor público fazer uso dos
serviços privados?
A rapidez e a agilidade do administrador e
gestor público são fundamentais diante dos
momentos críticos impostos pelos desastres
naturais. O atendimento emergencial depende
de uma mobilidade proveniente de uma
logística integrada com o Poder Público que
proporcione força, determinação e energia
para estabelecer um atendimento emergencial
em menos de 24 horas após a ocorrência.
Diante deste fato, cabe ao administrador e
gestor público providenciar um contato
direto com a sede da empresa privada que
oferece o serviço informando a necessidade
de ajuda imediata. Logo será disponibilizado
um “Técnico Avaliador” que irá até o local
para qualificar o nível do desastre e
identificar as principais necessidades que
precisam ser atendidas imediatamente,
informando diretamente a sede da empresa que
estará já em prontidão aguardando o
recebimento do relatório do “Técnico
Avaliador” para o mais breve possível
começar a mobilização e a operação de
logística que levará até a zona atingida os
primeiros atendimentos emergências.
Cabe ao administrador e gestor público
diante de tais situações decretar situação
de emergência e estado de calamidade, em
alguns casos e assim inicia-se um rito
burocrático. O ato é elaborado pelo prefeito
da cidade e publicado. Precede a publicação
e a comunicação que o prefeito deve fazer a
Secretaria Nacional de Defesa Civil em
Brasília. O ato seguinte é requerer o
reconhecimento do governo federal, seguindo
critérios específicos. Da mesma forma a
Defesa Civil faz análise seguindo critérios,
sendo também realizada vistoria no local. O
prefeito deve relatar em detalhes todas as
situações referentes à questão,
qualificativa e quantitativamente. Enquanto
os processos vão transcorrendo permanece o
estado de aguardo, pois a situação de
emergência possibilita ao município acesso a
recursos estaduais e federais para
reconstrução, edificação, recuperação dos
prejuízos. A liberação dos recursos é mais
rápida a fim de sanar os problemas mais
rapidamente. Porém, não se trata de um
processo fácil, pois são vários os
documentos necessários em cada etapa, após a
declaração da situação de emergência, como
homologação do governador (a),
encaminhamento de formulário de avaliação de
danos, mapas ou croquis das áreas afetadas,
bem como pareceres, laudos e avaliações
técnicas.
Enquanto corre os procedimentos burocráticos
fica a população abandonada à própria sorte.
Em suma, em um país onde a burocracia impede
o atendimento emergencial e não permite que
populações inteiras recebam ajuda pública
que têm direito é algo inconcebível e que
não pode continuar desta forma por mais
tempo. Se o Poder Público não tem, como
realmente é sabido, condição de cobrir todo
o território nacional e proporcionar ajuda a
todo cidadão ameaçado em momentos críticos
de desastres naturais e atípicos como já
dito o verão no litoral brasileiro cabe ao
setor privado organizar-se a mobilizar uma
parcela da sociedade para fazer frente a
esta situação e assim não deixar que tais
questões de ineficiência por parte do Poder
Público subtraiam a possibilidade de pessoas
receberem ajuda humanitária diante de
momentos de sofrimento impensáveis.
Autoridades e representantes da Defesa Civil
começam também a se organizar com a
finalidade de solicitar ao Congresso que
altere a legislação e façam tornar mais
fácil a liberação de recursos federais para
estados e municípios atingidos por
calamidades públicas, como enchentes e secas.
Atualmente, o uso e a transferência de
recursos para estados e municípios estão
submetidos a leis como a de Licitação
(8.666/93), a de Diretrizes Orçamentárias (LDO,
11.768/08) e a lei 11.775/08 (que institui
medidas de estímulo à liquidação ou
regularização de dívidas originárias de
operações de crédito rural e de crédito
fundiário), além de decretos presidenciais,
portarias ministeriais e resoluções do
Tribunal de Contas da União (TCU).
Seja onde for e por quem for todos
reconhecem que os recursos para desastres
não podem ser tratados da mesma forma que a
verba para a construção de um ginásio.
Segundo o secretário-executivo da Defesa
Civil de Minas Gerais, tenente-coronel Lucas
Alves, a burocracia legal fez com que o
governo mineiro desistisse de pleitear
recursos da União para atender os 201
municípios em estado de emergência com as
chuvas de 2008. Já o diretor da Defesa Civil
de Santa Catarina, major Márcio Alves, já
afirmou que a legislação não trata os
desastres naturais como eventos
excepcionais. Isso obriga os municípios a
adotarem todas as normas para a reconstrução
dos chamados "cenários de desastre", como
licitação de obras, apresentação de certidão
negativa de débitos fiscais e de
licenciamento ambiental, atrasando a
reparação dos danos.
Todavia, um dos avanços mais recentes foi a
edição do Decreto 6.663/08, que reduziu o
número de documentos a serem apresentados
por Estados e Municípios para caracterizar o
estado de calamidade pública ou de
emergência. Isto agiliza a transferência de
recursos obrigatórios para atendimento das
áreas afetadas por desastres.
Porém algo mais significativo deve ser
feito. Os especialistas nacionais afirmam
que o Congresso deve aprofundar o debate,
garantindo recursos regulares para prevenção
e reparação de desastres, ampliando a
estrutura da Secretaria Nacional da Defesa
Civil (SNDC), órgão vinculado ao Ministério
da Integração Nacional, e reduzindo os
entraves legais para o repasse de recursos
voluntários (os chamados convênios).
As empresas privadas sabem que a maioria dos
recursos demora a chegar à ponta de fato do
problema por causa da burocracia legal. Isto
é um problema marcante em nosso país e o
governo, como um todo, não pode desobedecer
aos ritos legais. “Por causa disto é que
devem surgir mecanismos legais, gerenciais e
administrativos que criem uma maior
flexibilidade na ação de forma dinâmica e
rápida em proporcionar ações para atender as
demandas, facilitando o atendimento das
pessoas afetadas e colaborando com o Poder
Público no enfrentamento da crise”,
esclareço.
Ponto importante que deve ficar registrado é
que ao degradarmos as florestas,
modificarmos cursos de rios, aterrarmos
áreas alagadas e desestabilizarmos o clima
estamos desfazendo a malha de uma rede de
segurança ecológica extremamente complexa e
importante para o relacionamento saudável
entre ambiente e seres humanos. Contribuindo
também para o custo crescente dos desastres,
está a gigantesca expansão da população
mundial e da urbanização, colocando no
caminho do perigo mais e mais pessoas e um
maior número de atividades econômicas. Uma
em cada três pessoas – cerca de 2 bilhões –
vive hoje a 100 quilômetros de um litoral.
Treze das 19 mega-cidades mundiais (com mais
de 10 milhões de habitantes) se localizam em
áreas costeiras. Os efeitos projetados do
aquecimento global, como eventos climáticos
mais extremos e a elevação do nível do mar,
simplesmente multiplicarão as perdas
potenciais.
Estima-se que será crescente a piora tanto
na quantidade quanto no grau de intensidade
dos desastres naturais em todo o mundo. O
Painel Intergovernamental sobre a Mudança
Climática (IPCC) calcula que os impactos
futuros de eventos climáticos extremos
afetarão desproporcionalmente as populações
pobres. Vietnã e Bangladesh, por exemplo,
estão projetados a perder mais de 70.000
quilômetros quadrados de terra, afetando
cerca de 32 milhões de pessoas. Os países
ricos também não serão poupados. Todo o
litoral do Mediterrâneo é particularmente
vulnerável à elevação do nível do mar, como
também os litorais do Atlântico e do Golfo,
nos Estados Unidos.
Para lembrar vale mencionar que o Tsunami no
Sudeste da Ásia, 26 de dezembro de 2004
deixou 230 mil mortos. O terremoto no
Paquistão, 8 de outubro de 2005 mais 79 mil
mortos. Deslizamento de terra nas Filipinas,
17 de fevereiro de 2006 foram 1.058 mortos.
O Ciclone Sidr em Bangladesh, 11 de novembro
de 2007 ceifou 3.447 mortos. Nos últimos 10
anos, a Terra enfrentou 60% mais catástrofes
naturais do que na década passada. De 1997 a
2006, o mundo registrou 6.806 desastres -
entre 1987 e 1996, foram 4.241. O número de
mortos duplicou, de 600 mil para 1,2 milhão.
Por isto, é importante estarmos preparados e
prontos para situações cada vez mais danosas
a vivencia do homem. “Um grande passo é o
oferecimento de serviços especializados para
Forças de Segurança: Polícia Civil, Polícia
Militar, Guardas Municipais, Corpo de
Bombeiros e Forças Armadas além de
atendimento das demandas da Defesa Civil e
do próprio administrador e gestor público
perante a sociedade.
Para se ter uma idéia da situação a partir
de 2005 até hoje temos o seguinte resultado
encontrado:
2005
Com relação ao setor mundial de seguros o
ano de 2005 foi o ano mais pesado em termos
de catástrofes naturais, com perdas
estimadas em mais de 75 bilhões de dólares,
superando de longe os prejuízos recordes
registrados em 2004. Essas tragédias também
foram as mais mortíferas, com mais de
100.000 vítimas, um número alcançado apenas
duas vezes nos últimos 25 anos. O número de
ocorrências registradas ficou em cerca de
650 em todo ano. No total, os prejuízos
causados por estas catástrofes deverão
ultrapassar os 200 bilhões de dólares, dos
quais mais de 75 bilhões estão a cargo das
seguradoras.
Estas perdas recordes são explicadas por
"uma temporada de furacões particularmente
intensa e destrutiva". Na zona do Atlântico,
em termos de número de furacões e de sua
força, "a temporada 2005 superou todas as
outras dos anos antecedentes, desde que as
medições começaram a ser feitas em 1851". O
Wilma, que assolou o litoral do México em
outubro, é o furacão mais potente jamais
registrado. Já o Katrina, considerado a
catástrofe natural mais cara da História,
deverá pesar sozinho em torno de 45 bilhões
de dólares nas contas das seguradoras. Ele
levou a uma paralisia quase geral das
instalações petrolíferas do Golfo do México,
e atingiu uma região onde diversos bens
estão segurados.
Estes números superam com folga os prejuízos
registrados no ano de 2004 onde já havia
ficado registrado como o ano "mais custoso
da História dos seguros". Os gastos chegaram
a 145 bilhões de dólares e as seguradoras
tiveram que pagar cerca de 40 bilhões.
A Europa também não foi poupada, com grandes
inundações que atingiram em agosto Alemanha,
Áustria e Suíça. Para os suíços trata-se da
tragédia mais cara da sua História, com
perdas de cerca de 3 bilhões de dólares, das
quais 1,7 bilhão para as seguradoras.
As catástrofes naturais foram também mais
mortíferas. O tremor de terra que sacudiu o
Paquistão em outubro causou a morte de cerca
de 87.000 pessoas. Este terremoto foi o
quinto mais devastador do planeta desde
1900, atrás dos que atingiram a China em
1976 (242.800 mortes) e em 1920 (235.000
mortes), o Sudeste Asiático em 2004 (mais de
200.000 mortes) e Tóquio em 1923 (142.800
mortes).
2006
O ano ficou marcado pela redução muito
significativa no número de mortes. Em 2006,
morreram 21.796 pessoas, contra as 92 mil
vítimas registradas em 2005. Durante cinco
anos o número de mortes na seqüência de
desastres naturais diminuiu, exceção feita
para 2004, marcado pelo tsunami que atingiu
o Sudeste asiático. As inundações e as
tempestades foram às catástrofes naturais
mais freqüentes enquanto as temperaturas
extremas foram responsáveis por um aumento
de mortes na ordem dos 5% na Europa.
A maioria das mortes verificadas no ano, de
acordo com este relatório, ocorreu na
Indonésia, onde um terremoto, em Maio,
vitimou quase 6 mil pessoas. Em Dezembro, o
tufão Durian matou 1400 pessoas nas
Filipinas.
Por outro lado, as ondas de calor na Holanda
e na Bélgica foram responsáveis por um
número elevado de mortes da Europa, o mesmo
acontecimento com uma vaga de frio na
Ucrânia.
Ficou atestado que o número de mortos por
causa de desastres naturais duplicou nos
últimos 10 anos, passando de 600 mil para
1,2 milhão, segundo o último relatório da
Federação Internacional de Sociedades da
Cruz Vermelha e Crescente Vermelho. O
relatório mundial sobre desastres apontou
que o número de catástrofes naturais
aumentou 60% na década de 1997 a 2006, em
comparação com os 10 anos anteriores
(1987-1996). O total passou de 4.241 para
6.806.
Em todo o ano houve 427 desastres naturais.
O número de desabrigados por desastres
naturais foi de cerca de 142 milhões, 10% a
menos que no ano anterior. Morreram 23.833
pessoas, quase 75% a menos que em 2005.
Foram computados cerca de 297 desastres
tecnológicos: derramamento de gases ou
compostos químicos tóxicos, 20% a menos que
em 2005. Eles causaram a morte de 9.900
pessoas, queda de 15% em relação ao ano
anterior.
No entanto, o número de pessoas afetadas
subiu de 100 mil para 172 mil.
No total em 2006, o número de mortos por
desastres naturais ou tecnológicos foi de
33.733, o número mais baixo no período entre
1997 e 2006. O caso mais mortífero do ano
foi o terremoto de Maio, em Yogyakarta, na
Indonésia, que custou 5.778 vidas.
Destaque para os casos de discriminação
durante os desastres, que muitas vezes,
mesmo sem uma intenção expressa, prejudica
os menos favorecidos da sociedade. Houve um
aumento do número de casos de discriminação.
Fica registrado que a discriminação após os
desastres é muito mais freqüente contra as
mulheres e grupos vulneráveis, como pessoas
incapacitadas e imigrantes ilegais, e piora
entre populações mais pobres.
2007
No ano foram 117 milhões de pessoas vítimas
de cerca de 300 desastres naturais,
incluindo secas devastadoras na China e na
África e inundações na Ásia e na África, num
prejuízo total de US$ 15 bilhões.
A subsecretária-geral das Nações Unidas e
diretora-executiva do programa Habitat da
ONU, Anna Tibaijuka, alertou que a oferta de
água corre sério risco e que os impactos
mais severos deverão ocorrer principalmente
nos países em desenvolvimento.
Grande parte dos países menos desenvolvidos
já enfrenta períodos incertos e irregulares
de chuvas, e as previsões para o futuro
indicam que as mudanças climáticas vão
tornar a oferta de água cada vez menos
previsível e confiável.
"Economizar água para o futuro não é,
portanto, lutar por um objetivo distante e
incerto. As tendências atuais de exploração,
degradação e poluição dos recursos hídricos
já alcançaram proporções alarmantes, e podem
afetar a oferta de água num futuro próximo
caso não sejam revertidas", disse Tibaijuka.
A subsecretária-geral da ONU ressaltou ainda
que a água vai ser a questão dominante da
agenda global neste século. A ONU estima que
20% da população mundial em 30 países já
sofrem com a escassez de água. Segundo
previsões da Unesco, 1,8 bilhão de pessoas
podem enfrentar escassez crítica de água em
2025, e dois terços da população mundial
podem ser afetados pelo problema naquele
ano. O crescimento explosivo das populações
urbanas é também causa alarmante da ameaça
global de escassez de água no mundo,
advertiu Tibajuka.
"Neste ano a porcentagem da população
mundial que vive em centros urbanos vai pela
primeira vez na história ultrapassar os 50%,
provocando uma enorme pressão sobre a
demanda de água. É preciso acabar com o
desperdício de água. Quase a metade da água
usada para abastecer as cidades é atualmente
perdida devido a desperdício e negligência
na manutenção das redes de abastecimento",
acrescentou.
Uma das metas do Milênio da ONU é reduzir à
metade o número de pessoas sem acesso a água
potável e saneamento básico até 2015. Mas a
apenas oito anos do cumprimento do prazo, os
organizadores da conferência mundial da água
alertam que um bilhão de pessoas ainda são
afetadas pela falta de água potável, e mais
de 2,4 bilhões não possuem saneamento
básico.
2008
As perdas ultrapassaram US$ 82 bilhões.
Foram cerca de 400 incidentes.
Foram cerca de 236 mil pessoas mortas. O
número de mortes foi três vezes mais alto
que a média anual entre 2000 e 2007. A Ásia
foi o continente mais afetado abrigando nove
dos 10 países com a maior quantidade de
desastres naturais.
De acordo com a Estratégia Internacional
para Redução de Desastres, 211 milhões de
pessoas foram afetados. Os acidentes
naturais causaram perdas de pelo menos US$
181 bilhões, o equivalente a R$ 416 bilhões.
Somente a passagem do ciclone Nargis, em
Mianmar, a antiga Birmânia, matou mais de
138 mil pessoas.
Só o terrremoto na província de Sichuan, na
China, fez 87 mil vítimas fatais.
Segundo a ONU, as cheias foram os acidentes
naturais mais freqüentes em 2008.
2009
O mundo sofreu neste ano o menor número de
desastres naturais em uma década, mas as
inundações, secas e outras condições
meteorológicas extremas continuaram causando
muitas mortes e perdas econômicas.
Foram registrados 245 desastres naturais,
abaixo da cifra mais alta da década, de 434
ocorrências em 2005. Dos 245 desastres, 224
estavam relacionados com o clima e causaram
cerca de 7.000 das 8.900 mortes. As mortes
relacionadas com o clima, exceto
acontecimentos geológicos como terremotos e
vulcões, causaram 15 bilhões de dólares em
prejuízo.
2010
Janeiro
1 de janeiro: Desmoronamentos matam 49
pessoas em Angra dos Reis e destroem o
patrimônio histórico de São Luís do
Paraitinga.
2 de janeiro: Dois acidentes isolados de
trens na Índia, mata 10 e fere 47 pessoas.
3 de janeiro: Em Bilecik, 400 quilômetros ao
sul de Istambul, capital da Turquia, dois
trens se chocam e mata 1 maquinista e fere 7
passageiros.
4 de janeiro: Em Helsinque, capital da
Finlândia, trem colide contra hotel na
estação ferroviária no centro da cidade, sem
causar feridos.
5 de Janeiro: Ponte próxima ao município de
Agudo no Rio Grande do Sul desmorona-se
deixando 4 desaparecidos arrastados pela
correnteza do Rio Jacuí, que estava em um
período de forte cheia. Os desaparecidos são
encontrados mortos.
12 de Janeiro - Terremoto de 7,3 graus na
escala de Richter provoca grande destruição
no Haiti. Causando cerca de 200.000 mortos.
20 de janeiro: Outro tremor de terra atinge
o Haiti, dessa vez de 6,1 graus na Escala
Richter, que dificulta a realização de
resgates.
Fevereiro
20 de Fevereiro: Na Ilha da Madeira, chuvas
torrencias causam cheias e matam 42 pessoas
e ferem dezenas de pessoas.
22 de Fevereiro: Novas buscas revelam 48
pessoas mortas, 72 pessoas feridas e mais de
400 pessoas desalojadas na catástofre da
Madeira.
27 de Fevereiro: No Chile um terremoto de
8,8 graus na escala de Richter mata mais de
800 pessoas e afeta mais de 2 milhões de
pessoas.
Abril
07 de Abril: No Rio de Janeiro, frente frias
e chuvas fortes destroem favelas e muitas
regiões no Rio de Janeiro causando morte de
mais de 180 pessoas.
07 de Abril: Na Bahia, frente frias que
chega do Rio de Janeiro e atinge toda a
Região da capital, Salvador, causando
transtornos e acidentes, números de mortos
ainda não foram identificados.
Os desastres derivados da mudança climática,
que abrangem de secas a chuvas torrenciais,
farão com que em 2010 haja no mundo todo 50
milhões de "deslocados ambientais", na
maioria mulheres e crianças, segundo a ONG
Save the Children.
Estudos indicam que das 250 milhões de
pessoas afetadas por desastres naturais ao
ano, a metade é de crianças. A Save the
Children estima que até 350 milhões de
pessoas serão afetadas por desastres
naturais anualmente durante a próxima
década.
Em 2010 a maior preocupação é o risco ao
desenvolvimento sustentável o que pode
aguçar potencialmente a pobreza infantil e
aumentar sua vulnerabilidade a sofrer
abusos, exploração ou deslocamentos
forçados, diante do qual é imprescindível e
urgente uma ação internacional centrada na
infância e na mudança climática.
Já no primeiro dia no ano o Brasil foi
atacado pela natureza em diferentes pontos
nacionais. No Rio de Janeiro, em Angra dos
Reis, a chuva provocou deslizamentos de
terra na madrugada do último dia 1º,
ocasionando um total de 63 desabrigados,
acolhidos em escolas municipais, e 113
desalojados, abrigados em casas de parentes
e amigos. Segundo o Corpo de Bombeiros, 52
pessoas morreram, sendo 31 na Praia do
Bananal (Ilha Grande) e 21 no Morro da
Carioca (Centro). Ao menos duas pessoas
permanecem desaparecidas até o momento. O
ministro da Integração Nacional, Geddel
Vieira Lima, afirmou que o governo federal
enviará ao Congresso uma medida provisória
para liberar R$ 80 milhões para ajudar na
reconstrução de Angra. O dinheiro será usado
para a contenção de encostas e atendimento
às vítimas. O prefeito da cidade, Tuca
Jordão (PMDB), avaliou em R$ 214 milhões os
prejuízos causados pela chuva.
Em Agudo, no Rio Grande do Sul, o nível
elevado do rio Jacuí, devido às chuvas, é
apontado como a causa do desabamento de
aproximadamente 100 dos cerca de 300 metros
da ponte. Segundo a Brigada Militar,
testemunhas informaram que dois veículos
passavam sobre a ponte quando houve a queda
em um trecho. Outras pessoas que estavam na
região se aproximaram e também acabaram
levadas pelo desabamento. Foi alagado cerca
de 8.500 hectares de plantações, o
equivalente a 92% da área plantada no
município.
As fortes chuvas que atingiram o Rio Grande
do Sul afetou 62 municípios, segundo balanço
da Defesa Civil Estadual. Deste total, 19
decretaram situação de emergência - Campos
Borges, Alto Alegre, Travesseiro, Vera Cruz,
Tunas, Nova Palma, Serafina Corrêa, Fontoura
Xavier, Segredo, Guaporé, São Valentim do
Sul, Cotiporã, São Marcos, Bom Retiro, Bom
Retiro do Sul, Garibaldi, Herveiras, Arroio
do Tigre e São Jerônimo.
Desde novembro de 2009 as fortes chuvas que
assolam as regiões Sudeste e Sul do país já
deixaram 150 mortos nos Estados de São
Paulo, Rio, Minas, Espírito Santo, Paraná e
Rio Grande do Sul. De acordo com a
secretária nacional da Defesa Civil, Ivone
Valente, os temporais, que atingiram 486
municípios nos seis Estados, ainda deixaram
16.041 desabrigados - pessoas que perderam
tudo e precisam dos abrigos públicos - e
50.456 desalojados - os que podem contar com
ajuda de vizinhos e familiares.
Além dos desastres acima já mencionados e
relatados outra situação atípica vem criando
grandes dificuldades para a administração
pública em todo o litoral brasileiro. A
solução pode ser mais uma vez o setor
privados. Quando chega o verão no Brasil
muitas cidades sofrem com o aumento da
população em seus balneários ocasionando um
aumento na prestação dos serviços públicos
incapazes de serem supridos pelo Poder
Público. Os casos mais comuns vão desde
afogamentos, insolação e ingestão demasiada
de bebidas alcoólicas até brigas no
trânsito, assaltos e furtos, falta de água,
excesso de lixo dentre outros mais.
Falta transporte
coletivo, atendimento médico, salva-vidas,
materiais e equipamentos de todo o tipo, ou
seja, a insegurança impera e a população
sofre com o descaso e o abandono.
Pensando também nesta situação atípica do
verão cabe às empresas privadas
especializadas configurar vários tipos de
serviços que serão colocados a disposição do
administrador e gestor público. Uma equipe
de salva-vidas treinada e equipada com
vários materiais e equipamentos prontos para
entrar em atividade é um destes serviços
especiais para momentos atípicos.
Composta por módulos de atendimento cada um
possui:
Base de apoio em plano superior a da praia;
ATV 4x4 para dois socorristas;
Bote com capacidade para 06 passageiros,
motor de 60 HP todo equipado para a
atividade de socorro náutico;
Pranchas de resgate na água;
Câmeras de vídeo monitoramento integrada à
central de controle;
Sistema de comunicação integrado ao vídeo
monitoramento;
Bugres e viaturas 4x4;
Jet Skis.
A utilização de toda a capacidade do grupo
privado diante de situações que colocam em
posição de dificuldade o Poder Público
Brasileiro pode ser minimizada por meio da
assimilação que empresas privadas podem
fazer pelo parceiro público. O
relacionamento pode ser feito por meio de
convênio ou ainda de acordo com a situação
de emergência decretada pelo administrador e
gestor público o que lhe confere atendimento
especial, livre em partes do “maior peso da
burocracia” que não diferencia obras
públicas normais do atendimento de
emergência para salvar vidas em áreas
atingidas por desastres naturais.
A privatização dos serviços públicos em
momentos de crise é um procedimento que
surge como uma opção para desfazer o nó da
lentidão que sombreia as populações em meio
ao caos das tragédias naturais assim como
para melhorar a qualidade de vida e o
bem-estar social em situações atípicas para
os padrões públicos normais.
A idéia sugerida aqui é uma forma de somar
esforços junto com toda a sociedade e também
com o Poder Público para todos juntos
atuarem nos momentos difíceis impostos pela
natureza e por condições sociais especiais
que alteram a vida cotidiana das sociedades
estabelecidas seja no Brasil ou em qualquer
país no estrangeiro.