Unidade de Proximidade Rural, Olhos
Aberto Quarteirão e Inteligência e
Gerenciamento de Risco Social Unificado
são os projetos necessários para fazer a
diferença na Segurança Pública Capixaba.
Quando o cidadão
em seu Direito pede ajuda ao Poder
Público e não consegue respostas para as
suas necessidades cabe a ele recorrer
aos meios legais disponibilizados no
mercado para resolver seus problemas e,
neste caso, poder privado é uma solução.
A Segurança do
cidadão no Brasil é uma lacuna onde o
Poder Público não consegue ocupar como
deveria o que acaba por deixar a
sociedade abandonada e vítima da
insegurança e da violência em todo o
país.
Aquelas famílias
que buscam se afastar dos grandes
centros urbanos acreditando que no
interior ou ainda em condomínios
fechados fora das grandes cidades vão
ter um pouco mais de tranqüilidade ou
paz para seus entes queridos e para seus
patrimônios estão enganados.
Não adianta mais
tentar correr ou se esconder.
Cada vez mais os
criminosos estão mais ousados e
organizados para realizar ações
criminosas cada vez mais robustas e
violentas.
Diante disto, cabe
a Segurança Privada assim como a
Segurança Pública acompanhar a evolução
do crime e assim preparar produtos e
serviços que protejam seus clientes
diante de tais ameaças de forma melhor e
mais adequada que à Segurança Pública já
que será um serviço que deve ser pago
para ser utilizado, ao contrário do
serviço público que é um Direito de todo
cidadão e por isto gratuito.
Várias regiões do
Brasil enfrentam problemas com bandos
armados e quadrilhas de bandidos que
roubam e furtam de tudo nas fazendas,
nos condomínios fechados e nas
propriedades públicas e privadas
afastadas dos centros urbanos.
Segurança Pública
e suas responsabilidades à parte cabem
as empresas privadas ofertarem um novo
tipo de prestação de serviços para fazer
frente à situação que muitos cidadãos
estão passando e sofrendo: a violência
rural.
Uma força privada
bem educada e equipada para o trabalho
no meio rural é um nicho de mercado
altamente indispensável para empresas
privadas estabelecidas no ramo de
segurança privada seja onde for no
Brasil.
Muitas empresas de
segurança privada já oferecem vários
serviços para a segurança de pessoas e
patrimônios no meio rural. Entretanto,
acompanhando a evolução da violência e
dos crimes fora dos grandes centros
urbanos é possível observar um aumento
em algumas regiões e uma estabilidade em
outras, ou seja, o cidadão de bem
precisa de ajuda urgente.
Minha proposta é
mudar o conceito utilizado até o momento
pelas empresas de segurança privada que
atuam no meio rural. A prestação de
serviço com foco na proteção de pessoas
e de patrimônio continua, mas a forma
como será realizado deve sofrer
alterações significativas.
Para começar se
deve montar uma Unidade de Proximidade
Rural, onde profissionais serão
selecionados para o trabalho e educados
após a seleção. O uso de materiais,
acessórios e equipamentos individuais
modernos vão possibilitar maior
eficiência na capacidade de operação. A
utilização de ATV’s 4x4 permite
mobilidade e logística no campo de
ação.
Ferramentas
adicionais complementam a estrutura de
trabalho individual de cada componente
da Unidade de Proximidade Rural - UPR.
Balestras TAC-15 (PSE TAC-15, Tactical
Assault Crossbow) com suas flechas especiais é a característica visual
marcante dos integrantes da UPR.
Associado a UPR se
deve ter um bom trabalho de Inteligência
e de Gerenciamento de Risco feito por
meio de uma equipe externa que vai
produzir e informar detalhes importantes
dos clientes como, por exemplo, número
de moradores na residência, descrição
dos veículos que freqüentam a residência,
áreas sensíveis na segurança e tudo mais
que deve ser solicitado ao operador da
UPR para analisar e checar quando
estiver na atividade de vistoria técnica
no campo. Todas as informações estarão
disponíveis em seu computador portátil
que são atualizadas constantemente pela
equipe externa de Inteligência e de
Gerenciamento de Risco.
O mesmo conceito
pode ser aplicado em grandes condomínios,
bairros e até mesmo em Municípios. Há
maior vantagem seria a utilização de
agentes privados no trabalho de
fiscalização e acompanhamento do quadro
de segurança local, deixando policiais e
militares mais livres para a atuação
direta ostensiva, ou seja, em casos
suspeitos o agente privado realizaria
contacto por meio de rádios sintonizados
na freqüência policial ou ainda por meio
de telefone celular ou outros a Unidade
Policial mais próxima que conduziria a
ação adequada à situação.
O “Estado de
Segurança” para ser alcançado seja ele
no meio rural ou urbano – na favela, na
periferia ou nos condomínios fechados de
luxo é primordial que comece em um
moderno e dinâmico Serviço de
Inteligência e de Gerenciamento de Risco
antes mesmo que a própria utilização do
serviço policial ostensivo.
Não basta deslocar
policiais e viaturas para uma
determinada região sem mesmo saber quais
os dados mais relevantes sobre aquele
espaço assim como o que ocorre e pode
ocorrer na área em questão.
Outro ponto
importante: cidadão quer ver presença,
quer ver o policial 24 horas por dia em
seu quarteirão e isso todo o
administrador público sabe o quanto é
difícil diante da escassez de recursos.
O uso de empresas
privadas especializadas é uma solução
que deve somar ações e atitudes junto
com o Poder Público visando proporcionar
maiores “Sensações de Segurança” que
estimulem e propiciem atingir o “Estado
de Segurança” desejado. O cidadão
associado a uma prestação de serviço
privado especializada irá contribuir
muito mais do que sozinho com a
Segurança Pública de sua rua, no seu
bairro e em seu Município.
No Estado do
Espírito Santo, onde moro e resido, o
Bairro Mata da Praia é um exemplo de
região onde o setor privado poderia
ajudar mais os moradores a contribuir
melhor com a Segurança Pública. Um
programa de segurança privado com
projetos arrojados que permeie toda a
área do bairro é um mecanismo promovedor
de informações para a Segurança Pública.
Isto cria condições melhores de trabalho
ostensivo da polícia e ajudando ao mesmo
tempo a criar uma Cultura de Segurança
junto aos moradores. “O Conhecimento
produzido pelos Serviços de Inteligência
Privado é que será o escudo protetor da
sociedade contra a insegurança e
violência e jamais apenas a quantidade
maior de policiais e viaturas nas ruas”.
Os investimentos
realizados devem ser a altura dos
desafios. Não basta achar que um olheiro,
intitulado de segurança, no final de sua
rua dentro de uma simples guarita munido
de uma bicicleta e um pedaço de madeira
nas mãos vai promover algum tipo de
segurança. São necessários profissionais
qualificados, equipados e treinados que
saibam identificar um risco ou uma
ameaça eminente e assim tomar as medidas
planejadas para isto. Reconhecer um
risco e identificar o grau de ameaça
antes que se torne uma crise é o passo
inicial para implementar uma Política de
Segurança Pública Social Unificada, ou
seja, todos tomam contam de tudo e de
todos.
Para que isto
possa ocorrer é necessário que o setor
privado melhore sua organização, busque
apoio público junto com vereadores,
deputados e senadores, aglutine sempre
mais apoiadores, incendeie associações
de moradores e firme um grande número de
parcerias comerciais. A luta contra a
insegurança e a violência é uma
obrigação de todos. Não devemos esperar
o crime bater em nossas portas para
acordar e agir.
As sugestões em
conceitos técnicos e profissionais são
aqui elencadas e publicadas, de forma
resumida, em favor da melhoria da
Segurança Pública Nacional assim como a
favor da melhor qualidade de vida e bem
estar social de todos os moradores do
Bairro da Mata da Praia, do Residencial
Beira Mar, Balneário de Meaípe em
Guarapari e de todo o Espírito Santo. Os
projetos Olhos Aberto Quarteirão e
Inteligência e Gerenciamento de Risco
Social Unificado são ferramentas que vão
modificar o cenário atual onde forem
aplicados e conduzidos e estão todos
disponíveis para todo o país.